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Exploração madeireira de Impacto Reduzido é tema de novo estudo

A pesquisa avaliou, entre outros aspectos, a eficiência das técnicas de exploração de impacto reduzido utilizadas por três empresas madeireiras certificadas do Pará.

Belém, 11 de abril de 2006 - Mais um importante estudo sobre manejo florestal acaba de ser lançado no Pará. Desta vez, o objetivo foi avaliar os danos causados pelas técnicas madeireiras de exploração de impacto reduzido - que planeja e controla as operações na floresta a fim de minimizar os danos ao ecossistema -, utilizadas por três empresas certificadas na Amazônia Oriental. Intitulada “Avaliação dos danos e métodos da regulação da floresta submetida à exploração de impacto reduzido na Amazônia Oriental”, a pesquisa resulta de uma dissertação de mestrado, defendida em março deste ano, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

Durante os dois anos de investigação, foram analisadas as perdas do processo de extração madeireira em áreas de florestas manejadas dos municípios paraenses de Breu Branco, Novo Repartimento e Paragominas. Entre os principais aspectos avaliados, está o teste da eficiência de quatro equações de regulação existentes na literatura. Essas equações permitem o controle da exploração realizada por essas empresas e apontam o quanto da floresta pode ser extraído por hectare e por ano.

No Brasil, poucos estudos sobre as técnicas de regulação através da produção foram realizados e pode-se dizer que essa tese é pioneira em toda a Amazônia Oriental. “O estudo dessas técnicas vêm ao encontro das políticas públicas e da legislação florestal, principalmente no momento atual, quando o governo lança a Lei de Concessões Florestais e promove uma revisão da Instrução Normativa que regulamenta o manejo florestal na Amazônia”, afirma Sergio Martins Filho, mestre em ciências florestais e autor do estudo.

Resultados - De todas as equações testadas, apenas uma foi considerada adequada para regular a produção. Segundo o pesquisador, ela leva em consideração as perdas causadas pela exploração realizada e o incremento médio anual, que é o quanto a floresta cresce em um ano. “O mais interessante é que essa equação pode ser utilizada por qualquer empresa que nunca tenha feito nenhum tipo de acompanhamento em relação ao crescimento da floresta”, completa.

As três empresas avaliadas (Juruá Florestal, Cikel Brasil Verde Madeiras e Izabel Madeiras do Brasil) já utilizavam a equação aprovada. A pesquisa confirmou também que o planejamento da exploração proposto por essas madeireiras, quando comparadas com a exploração convencional, reduziu a perda do número de árvores em mais de 50%. Na prática, essa exploração de impacto reduzido otimiza a produção e contribui com o planejamento e organização das próximas colheitas.

“Esses resultados mostram que as técnicas de exploração utilizadas pelas três empresas realmente diminuem os impactos relacionados à floresta remanescente. Mas ainda necessitamos avançar na melhoria da precisão do levantamento. Por outro lado, o conceito de regulação da produção aplicado nos planos de manejo dessas empresas deve contribuir para alcançar a tão almejada sustentabilidade da produção”, afirma Natalino Silva, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e orientador da tese.

A dissertação de mestrado é uma importante ação do Projeto Bom Manejo (PBM), realizado pela parceria entre Embrapa Amazônia Oriental, o Centro Internacional de Pesquisa Florestal (CIFOR), o Instituto Floresta Tropical (IFT) e as empresas Cikel e Juruá, com o financiamento da Organização Internacional de Madeiras Tropicais (OIMT - ITTO, sigla em inglês). Aprovado em 1999, o PBM visa incentivar entre as empresas florestais a adoção de boas práticas de manejo, que garantam a sustentabilidade econômica, social e ambiental da exploração madeireira. O Projeto desenvolveu um conjunto de ferramentas silviculturais (relacionadas às operações na floresta) e gerenciais, que objetivam fornecer às empresas do setor benefícios econômicos e a redução de impactos ambientais.

Serviço: Mais informações sobre as ferramentas criadas pelo Projeto Bom Manejo pelos fones (91) 3277-2888, 3204-1234, pelo e-mail bmanejo@cpatu.embrapa.br ou pelo site www.cpatu.embrapa.br/BomManejo.